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Diversificando os investimentos: CDB, LCI e Tesouro Direto

Quem deseja sair da caderneta de poupança muitas vezes fica em dúvida com as várias opções disponíveis no mercado. Considerando o investimento em renda fixa, temos: CDB, LCI e Tesouro Direto.

CDB

CDB é sigla para Certificado de Depósito Bancário, o que significa que o valor investido neste título é enviado para o banco escolhido oferecer créditos, como cheque especial, para seus clientes. Assim, o banco recebe juros e repassa uma quantidade para o investidor.

É um investimento considerado seguro, pois o risco maior envolve a falência do banco, mas existe uma proteção oferecida (Fundo Garantidor de Créditos) para valores até R$ 250 mil.

 

O rendimento do título é diferente para cada banco, e normalmente dois fatores influenciam: o tamanho do banco - bancos maiores pagam taxas menores, e bancos menores pagam taxas maiores - e o vencimento - se investir a longo prazo, a remuneração é maior.

 

Atente-se também a rentabilidade do título escolhido: pré-fixada ou pós-fixada. Os títulos pré-fixados permitem que o investidor já saiba quanto irá receber na data de vencimento, quando é permitido o resgate. Títulos pós-fixados contam com uma taxa pré-definida somada a um percentual da variação do índice CDI (Certificado de Depósito Interbancário, taxa cobrada pelos bancos para empréstimos de 24h). Esse tipo de CDB pode ter liquidez diária, permitindo que o investidor faça o resgate quando desejar.

 

Note que, apesar de ser um título de renda fixa, o CDB paga impostos. Espere ser cobrado de IR (Imposto de Renda), retido diretamente na fonte e, em alguns casos, IOF. (Imposto sobre Operações Financeiras).

 

LCI

LCI é a sigla para Letras de Créditos Imobiliários. Quando se aplica nesses títulos, o banco necessariamente repassa esse recurso a um agente desse setor. Em troca, é repassado, em uma data pré-definida, o valor investido corrigido por juros.

Assim como o CDB, é um investimento considerado seguro, por ter cobertura do FGC, mas há riscos que devem ser levados em consideração, como o já citado risco de crédito (falência), e o de mercado (flutuações que afetam o preço dos ativos).

 

Existem três tipos de LCI: pré-fixadas, pós-fixadas e híbridas. A pré-fixada funciona com base em uma taxa anual, por exemplo, 9%, que já permite que o investidor saiba seu rendimento final na contratação do título. Na modalidade pós-fixada, o rendimento está atrelado à variação de uma taxa de juros como, por exemplo, o CDI. Na modalidade Híbrida, o título rende de acordo com uma taxa pré-fixada mais a variação de um indicador de preços, como o IPCA.

 

O resgate da LCI é realizado da seguinte maneira; existe um período de carência, em que conta-se um mínimo de dias que o valor deve permanecer investido; e um prazo máximo, referente a data de vencimento, onde coleta-se o rendimento total com juros. Este título é isento de cobrança de Imposto de Renda.

Tesouro Direto

Tesouro Direto é uma oportunidade para quem quer realizar uma poupança de longo prazo com rentabilidade real e liquidez garantida pelo Tesouro Nacional.

Considerado de baixo risco pelo mercado financeiro, esse é um programa de investimento em títulos públicos, que capta recursos para o financiamento da dívida pública e financia atividades do Governo Federal como educação, saúde e infraestrutura.

O Tesouro Direto permite que o investidor aplique em títulos corrigidos por taxas pós-fixadas ou pré-fixadas.

 

Na modalidade pré-fixada, temos dois títulos disponíveis para aquisição: a LTN, e a NTN-F. A diferença entre as duas é que a primeira não paga os chamados “cupons”, juros semestrais. O rendimento final é a soma do valor investido mais os juros pré-fixados na data de vencimento. Já a NTN-F oferece ao investidor juros semestrais, cupons que equivalem a juros de 10% ao ano sobre o valor do título na data do vencimento, que será sempre de mil reais. Portanto, para cada título comprado, o investidor receberá R$ 48,81 ao semestre, em forma de cupons. Na data do vencimento, receberá o último cupom de juros, bem como o valor investido na data comprada atualizado pela taxa pré-fixada.

 

Na modalidade pós-fixada, temos três títulos disponíveis: LFT, NTN-B PRINCIPAL e NTN-B. A diferença entre elas está na taxa variável que rege a rentabilidade, e também na formatação do rendimento. A LFT tem sua rentabilidade atrelada à taxa Selic, ou seja, a remuneração é paga de acordo com o seu comportamento. É pago o valor investido acrescido dos juros na data do vencimento. A NTN-B PRINCIPAL é o título que tem parte de sua remuneração definida no momento da compra (taxa pré-fixada) e parte vinculada a flutuação da IPCA. O pagamento é único e feito apenas na data do vencimento.

O título NTN-B é praticamente igual ao NTN-B PRINCIPAL, com uma diferença: há pagamento semestral de cupons de juros, assim, na data do vencimento, o investidor recebe um último cupom de juros, bem como o valor investido na data da aquisição corrigido pelo IPCA do período. Essa categoria permite um retorno mais rápido do investimento.

 

Por fim, é importante mencionar que todos os títulos mencionados e seus rendimentos brutos estão sujeitos a Imposto de Renda e taxas cobradas pela BM&FBovespa.


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